Amazônia: uma viagem que mexe com os sentidos e a alma.
- fabricio reis
- há 1 dia
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Minha jornada pela Amazônia começou por Manaus, uma cidade que carrega história, cultura e contrastes logo nos primeiros passos. Caminhar pelo centro é como voltar no tempo: construções antigas, ruas movimentadas e uma energia única. O Teatro Amazonas impressiona não só pela arquitetura imponente, mas pelo simbolismo de uma época em que a borracha colocou a região no centro do mundo.

O Mercado Central completa a experiência com cores, cheiros e sabores que já anunciam o que vem pela frente.
Um dos momentos mais marcantes foi conhecer o famoso Encontro das Águas, onde o Rio Negro e o Solimões correm lado a lado sem se misturar. É hipnotizante ver dois rios tão diferentes dividindo o mesmo leito, como se a natureza quisesse mostrar que diversidade também é harmonia.
No meio da floresta, as árvores são gigantescas, quase intimidadoras. O calor é intenso, mas curiosamente aconchegante — parece fazer parte da experiência. Conheci seringueiras, vi de perto o látex escorrendo e entendi um pouco mais sobre a história da borracha, tão importante (e ao mesmo tempo tão explorada) na região.
Também visitei a represa de Balbina, hoje inativa, um lugar que carrega um peso silencioso: um enorme desastre ambiental que serve de alerta sobre intervenções mal planejadas na natureza.
Parintins foi um espetáculo à parte. A cidade vive o Festival do Boi-Bumbá de forma visceral. Lá, tudo é azul ou vermelho — Caprichoso ou Garantido. Não é exagero: as cores estão nas ruas, nas casas, nas agências bancárias e até nas latas de cerveja. É impossível ficar neutro; a cultura te puxa, te envolve e te faz escolher um lado, nem que seja por curiosidade.
Outro ponto alto da viagem foram as cachoeiras de Presidente Figueiredo, especialmente o Santuário e a Cachoeira do Mutum. Lugares simplesmente incríveis, com uma energia surreal, daquelas que arrepiam. Estar ali é sentir o corpo desacelerar e a mente silenciar, como se a natureza estivesse conversando diretamente com você.
Fiz também um passeio de Manaus até Alter do Chão, onde fica a famosa Praia do Amor — uma praia de rio que surge e desaparece conforme o nível das águas. É impressionante como a paisagem muda e como a natureza dita as regras por ali.
A culinária amazônica merece um capítulo à parte. Provei peixes como o pirarucu, extremamente saboroso, além de pratos típicos como tacacá, tapioca, x-caboquinho e o jambu, que provoca aquela sensação única de dormência na boca. Sabores diferentes de tudo o que eu já tinha experimentado, intensos e memoráveis.
Uma das cenas mais fortes da viagem aconteceu à noite, no meio da mata. Uma chuva intensa caiu, a luz acabou, e tudo ficou completamente escuro. O único som vinha da floresta: insetos, animais noturnos, a água batendo nas folhas. Foi algo surreal, quase sobrenatural. Um misto de frio na barriga, respeito e encantamento — uma sensação forte, mas positiva, difícil de explicar e impossível de esquecer.
No geral, a viagem pela Amazônia tem um custo relativamente mediano, mas entrega algo que dinheiro nenhum compra facilmente: aventura, cultura, energia folclórica e uma conexão profunda com a natureza. É uma região riquíssima em recursos, belezas e histórias, que merece ser vivida com olhos atentos e mente aberta.
Vale a pena cada centavo. E mais do que isso: vale cada emoção sentida.





































































Um local quase místico de tão único que é. Sensações e emoções que só podem ser vividas neste lugar!! Incrível!!